Quarta-feira, mais um dia de rotina.
Como o de costume, eu tinha que acordar, se arrumar, 'tomar' café da manhã e ir pro trabalho.
Mal entrei na lanchonete e já tinha vários pedidos.
"Por que já abriram aqui tão cedo? Ah não, não pode ser..."
Foi então que olhei no calendário e me lembrei que hoje seria a 'visita mensal' do meu chefe.
- Pois é, hoje vamos ter que correr e deixar tudo impecável até a hora do senhor Osvaldo chegar.
Não reconheci a voz. Me virei.
- E você é...?
- Me desculpe, meu nome é Raphael, fui contratado a pouco tempo, mas só pude vir hoje.
- Humm. Prazer, Anne.
- O prazer é todo meu.
O bom de trabalhar aqui, é que as horas vão passando e você nem percebe.
A lanchonete foi esvaziando, até que sobraram somente eu e Raphael.
Estávamos conversando até sermos interrompidos pelo soar da porta se fechando.
- Vejo que já se conheceram.
- Boa noite, senhor Osvaldo. - dissemos em coro.
- Senhor, antes de começarmos - eu disse - gostaria de fazer um pedido.
- Sim?
- Podemos conversar á sós?
E Com isso fui guiada a sala de funcionários.
- E então? Aqui estamos.
- Bom, eu já trabalho aqui a um tempo, e...
- E...?
- O senhor sabe, terá uma seleção em São Paulo, e eu gostaria muito de ir. Mas para isto, eu preciso de um tempo.
E gostaria de saber se poderia repor esses dias que não estarei aqui.
- . . .
- Eu sei que talvez quando eu voltar eu não tenha tanto tempo, então gostaria de ficar mais de um turno enquanto ainda estou aqui.
- Já que é assim, você vai começar hoje mesmo. Hoje, amanhã, e depois.
- É que... Bem... Eu pretendo viajar já nesta sexta.
- Escute Anne, você pode ir, mas terá que cumprir com suas consequências quando voltar, e isso inclui minhas perdas neste meio período. Está consciente disso não é?
- Sim, com toda a certeza.
- Então, dou por encerrado. - Ao dizer isso, se retirou da sala.
Fui logo atrás.
- Raphael, já que Anne vai trabalhar dois turnos, então me acompanhe para a inspeção.
[. . .]
- . . .
- Alô, mãe?
- Anne? É você?
- Oi, mãe, sou eu. Estou ligando pra avisar que eu vou trabalhar dois períodos hoje.
- Dois períodos? Mas por quê?
- Depois eu explico. É só isso, tá bom?
- Tudo bem. Que horas você volta?
- Lá pelas sete da noite. Beijo.
- Te espero.
- . . .
Arrumei o telefone no 'orelhão' , e voltei para dentro da Eat Good Food - a lanchonete-.
Estava frio de mais para ficar lá fora, e até mesmo longe do microondas.
Ás sete horas eu já estava me sentindo como se estivesse carregando uma pedra enorme e pesada. Mas era por uma boa causa.
Agora era só esperar o final do dia.
O dia anterior, de dar asas á minha chance.
E voar para o destino.
Como o de costume, eu tinha que acordar, se arrumar, 'tomar' café da manhã e ir pro trabalho.
Mal entrei na lanchonete e já tinha vários pedidos.
"Por que já abriram aqui tão cedo? Ah não, não pode ser..."
Foi então que olhei no calendário e me lembrei que hoje seria a 'visita mensal' do meu chefe.
- Pois é, hoje vamos ter que correr e deixar tudo impecável até a hora do senhor Osvaldo chegar.
Não reconheci a voz. Me virei.
- E você é...?
- Me desculpe, meu nome é Raphael, fui contratado a pouco tempo, mas só pude vir hoje.
- Humm. Prazer, Anne.
- O prazer é todo meu.
O bom de trabalhar aqui, é que as horas vão passando e você nem percebe.
A lanchonete foi esvaziando, até que sobraram somente eu e Raphael.
Estávamos conversando até sermos interrompidos pelo soar da porta se fechando.
- Vejo que já se conheceram.
- Boa noite, senhor Osvaldo. - dissemos em coro.
- Senhor, antes de começarmos - eu disse - gostaria de fazer um pedido.
- Sim?
- Podemos conversar á sós?
E Com isso fui guiada a sala de funcionários.
- E então? Aqui estamos.
- Bom, eu já trabalho aqui a um tempo, e...
- E...?
- O senhor sabe, terá uma seleção em São Paulo, e eu gostaria muito de ir. Mas para isto, eu preciso de um tempo.
E gostaria de saber se poderia repor esses dias que não estarei aqui.
- . . .
- Eu sei que talvez quando eu voltar eu não tenha tanto tempo, então gostaria de ficar mais de um turno enquanto ainda estou aqui.
- Já que é assim, você vai começar hoje mesmo. Hoje, amanhã, e depois.
- É que... Bem... Eu pretendo viajar já nesta sexta.
- Escute Anne, você pode ir, mas terá que cumprir com suas consequências quando voltar, e isso inclui minhas perdas neste meio período. Está consciente disso não é?
- Sim, com toda a certeza.
- Então, dou por encerrado. - Ao dizer isso, se retirou da sala.
Fui logo atrás.
- Raphael, já que Anne vai trabalhar dois turnos, então me acompanhe para a inspeção.
[. . .]
- . . .
- Alô, mãe?
- Anne? É você?
- Oi, mãe, sou eu. Estou ligando pra avisar que eu vou trabalhar dois períodos hoje.
- Dois períodos? Mas por quê?
- Depois eu explico. É só isso, tá bom?
- Tudo bem. Que horas você volta?
- Lá pelas sete da noite. Beijo.
- Te espero.
- . . .
Arrumei o telefone no 'orelhão' , e voltei para dentro da Eat Good Food - a lanchonete-.
Estava frio de mais para ficar lá fora, e até mesmo longe do microondas.
Ás sete horas eu já estava me sentindo como se estivesse carregando uma pedra enorme e pesada. Mas era por uma boa causa.
Agora era só esperar o final do dia.
O dia anterior, de dar asas á minha chance.
E voar para o destino.
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